8 de novembro de 2011

"Todas as pessoas são feitas de outras pessoas"

Li esta frase no titulo de um video que encontrei pelo youtube. Foi um video elaborado por um canal de televisão que tinha o intuito de demonstrar o papel que os meios de comunicação têm na vida da sociedade nos dias de hoje. Vi o video, gostei. Tinha umas imagens bonitas, umas frases sentimentalistas e umas músicas cativantes que chamavam a atenção de quem o visse. Mas a verdade, é que durante o minuto e pouco em que o video passou, a frase inicial não me saiu da cabeça. Tive um flasback e comecei a associar tudo aquilo que se tem passado comigo, à tal frase. Pela cabeça passaram-me imagens, pessoas, fotografias, lugares, músicas, atitudes, problemas, chatices, sonhos, reconciliações, tudo misturado num único pensamento.
Depois parei. Fechei a janela do video. Desliguei o computador. Deitei-me em cima da cama. E pensei. Reflecti sobre muita coisa, principalmente sobre mim própria. Sobre aquilo que sou e sobre a personalidade com que estou a ficar. Isto porque ainda só tenho 16 anos, e a idade é ainda de contrução, conhecimento este da humanidade em geral! Primeiro associei a frase à educação em si. Tenho a minha mãe e a minha familia que me ensinam coisas baseadas nas experiências que possuem das suas próprias vidas e dos anos que têm a mais do que eu. Experiências essas, a maior parte, no campo das relações interpessoais que qualquer um desenvolve ao longo do tempo. Contam-me histórias de amores antigos, de amigos esquecidos e de atitudes erradas. Aprenderam a base das atitudes e tentam passar para mim esse conhecimento de maneira a que eu não caia na mesma armadilha, seja ela qual for, da mesma maneira que me ensinam a ter gestos bonitos e a saber agradar a quem me interesse. Depois pensei nas pessoas que me inspiravam, dentro das mais variadas áreas, nomeadamente nas chamadas de "famosos". Aquelas pessoas bonitas que vemos na televisão e que de certa forma nos influenciam. Que ninguém me diga que não tem um ídolo famoso, alguém que já mudou o mundo para melhor e que ficou na história exactamente por isso; ou até um cantor que expresse exactamente aquilo que se sente na letra de uma canção! Não há ninguém que não o tenha. E quer queiramos, quer não, há sempre aquela tendência a copiar esta ou aquela coisa deste grupo de influências. É esta a realidade da actualidade e não há volta a dar! E com isto tudo, identifiquei-me com uma personagem destas. Abri os olhos e apercebi-me da gravidade da situação. Isto porque a personagem não era das boas da fita nem daquelas com finais felizes. Personagem essa, à qual eu havia copiado uma atitude menos boa. Mas depois apercebi-me de que já não havia por onde escapar. Fechei os olhos de novo. 
Há sempre uma história que já ouvimos que se identifica exactamente com alguma situação com que nos deparamos! Ou uma dúvida entre uma atitude boa e uma má, antes de avaliarmos os prós e os contras. O facto de uma boa vingança valer a pena ou não...
Tudo isto com base nas nossas pessoas. Nas pessoas que nos querem bem e que gostam de nós, e até naquelas de quem gostamos sem sentirmos o mesmo de volta. Somos feitos uns dos outros, e é para esses outros que vivemos. Influenciados ou não.
Levantei-me da cama. Apaguei a luz do quarto. Voltei a deitar-me. Adormeci.

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