Não tenho irmãos. E acho que é das maiores, senão a maior, das infelicidades da minha vida. De pequenina habituei-me a brincar sozinha, a desenrascar-me quando precisava de alguma coisa sem ter os meus pais por perto, falei muito sozinha e cheguei até a pedir muitas vezes um irmão ao pai-natal. Gostava muito de ter, melhor ainda sem fossem pequeninos, mais novos. Para além de adorar crianças, queria poder dar a sentir aquele espírito de ajuda e de protecção a alguém mais novo do que eu, a alguém que fosse do meu sangue e que pudesse aprender alguma coisa comigo; ajudar naquilo que precisassem e ser uma pessoa modelo para eles.
Continuo sem irmãos, e acredito que será assim para o resto da minha vida, mas tenho-os a eles, aos meus primos. São ambos do meu sangue, gostam de mim, fazem-me rir, chorar de rir e aprendem comigo. Durante os 7 anos de vida da Inês, ela sempre viu a "Martinha" como uma imagem dela própria uns anos mais tarde. Sei disto porque ela já mo disse. Ensinei-lhe muita coisa, desde o andar e do falar, à fase do ler, do dançar e do bom-gosto! E ao Tiago, ensinei-o a rir e a bater palminhas. Para os 4 meses de idade dele, já é muito!
A família consegue dar-nos aquilo de melhor que há na vida. Dá-nos coisas inapalpáveis que ambicionamos e que queremos. Dá-nos força para a vida lá fora, conselhos, ajuda. Sejam pequenas ou grandes, estejam próximas ou distantes, a base de amor que existe entre as famílias não varia.
A minha não é grande, mas é composta por grandes pessoas a quem eu devo tudo de mim. E eles, os pequeninos, são os irmãos que eu nunca tive, mas que me tratam, e que eu própria trato, como tal.
Obrigado, amo-vos
coucou viens jettez un coup d'oeil ;)
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beijinhos de uma portuguesa em paris
tão cheio de sentimento.
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