28 de fevereiro de 2012

Comunicação

Comunicação, s. f. acto de comunicar; troca de informação entre pessoas através da fala, da escrita ou do próprio comportamento; ligação; aviso
Comunicar, v. tr. transmitir (um sinal, uma mensagem); divulgar; anunciar; estabelecer comunicação; relacionar-se

                As duas definições acima escritas provêm do dicionário. São simples, curtas, dizem o essencial e reflectem o básico do conhecimento humano sobre o assunto. Quando alguém fala em comunicação, é no que está escrito acima que as pessoas pensam. Geralmente ligam o assunto à rádio, televisão, jornais e revistas, aquilo que as rodeia no dia-a-dia e com que dão de caras frequentemente. Ou então associam ao acto de falar em si, quando conversam com alguém ou quando dão um aviso. Comunicar é isto. É compreensível, não tem muito que se lhe diga!
                Mas há outro tipo de pessoas, as que se interessam pelo assunto e que, por sua vez, estão dentro dele, como por exemplo os jornalistas, os escritores, os locutores de rádio e televisão, os pivots e os apresentadores, que são profissionais especializados que fazem da comunicação a sua vida e que fazem com que ela faça parte da nossa. Essas pessoas têm definições diferentes. É como tudo na vida, se algo nos agrada e nos apaixona, dedicamo-nos de tal maneira que chegamos a um ponto em que olhamos com olhos diferentes, olhos de quem vê a fundo e por dentro. Dito isto, os meus olhos e o meu coração ditam a minha definição, acessível e objectiva: “Comunicar é o acto de se exprimir”.
                “Exprimir” vem de “expressão”, que por sua vez vem de “expressividade”. E quem se exprime, liberta-se, abre-se a um público; mostra o que sente, o que gosta, e o que lhe faz sentir bem ou mal. E é aqui que entra a diferença entre expressão e informação, dois dos principais ramos da comunicação, vendo do meu ponto de vista: A expressão é a opinião e a informação são factos. Quem gosta de um, normalmente gosta do outro… Quem admira a expressão gosta de comentar e de argumentar os factos, ou seja, a informação, que, por sua vez, lá tem que ser analisada! É um círculo interrompível que, no meu caso, me faz comprar e ler dezenas de revistas e jornais, que me faz assistir ao telejornal com a mesma atenção a que assisto a um filme, que me incentiva a escrever num blog quase todos os dias para comunicar a um público que quase não conheço aquilo que sinto, que faço e que acho e é também esse círculo que me faz transportar, para onde quer que vá, um caderno de capa gasta em vez de uma máquina fotográfica (apesar de também gostar de fotografia).
                São as paixões que guiam as pessoas e que lhes dão motivos para viver. Uma das minhas é esta. E é o que quero fazer para sempre, profissionalmente, se conseguir, ou apenas porque sim e porque gosto.

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