Cumpri um sonho – Entrar no curso que ambicionava. Com muito
esforço, muito trabalho e dedicação, é verdade, consegui e, até agora, noto que
compensou.
Lembro-me de que quando começava um novo ano no secundário
pensava “daqui a x tempo” já vou estar no Porto, já vou saber se entrei, já vou
saber se finalmente consegui… Isto porque sei desde há 3 anos o curso que
queria e onde o queria. E agora, no início do meu percurso na faculdade, penso
muitas vezes para mim própria: “estou mesmo aqui, não estou?”, “isto está mesmo
a acontecer!”, “não acredito que consegui!”. Ainda na quinta-feira, depois de
jantar, quando caminhava em direcção ao piolho com as minhas novas colegas, a
cantar com elas, a trocar impressões, a conhecermo-nos melhor, pensava nisto
tudo… E pensava na sorte que é poder viver o meu sonho e usufruir dele ao
máximo, com conta, peso e medida, claro – à minha maneira. Mas também estava
ali porque merecia e porque, afinal de contas, tinha perdido muitas horas de
sono e de diversão para as dedicar ao estudo e ao trabalho. “Cada um tem aquilo
que merece”, neste caso, pela positiva!
Até agora, estou a adorar. O curso, a cidade, a casa, a
companhia lá de casa e os colegas. Nada de mal a apontar. E por estar a gostar,
nem hipótese tenho para reclamar os 15 minutos que caminho logo de manhã para
chegar à faculdade! Sim, parece que a minha preguiça ainda está adormecida…
Quanto às pessoas, que são algo que leva tempo a analisar, já
há algumas (poucas) reacções… Já há aquelas que ficam perto nas aulas, as com
quem partilho gostos musicais, as sempre prontas para a diversão, aquelas com
quem se tem conversas mais sérias e, last but not least, aquela(e) que me cativou
com o mais intenso e mais profundo olhar que eu já tinha alguma vez visto…
Em relação às saudades de casa, elas são imensas! Mas a “família”
do 790 ajuda imenso a ultrapassá-las… É verdade que ao Domingo custa imenso
subir no autocarro, mas também já custa fazer a mala à Sexta-Feira.
É tempo de mudanças, de experiências novas… Já estava à
espera delas há imenso tempo.

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