13 de janeiro de 2011

sixteen and new

Ninguém é perfeito, logo, a começar por aí, não me poderiam julgar, mas alguns fizeram-no. Não sinto mágoa disso, não fico triste porque mudei muito. Mudei porque cresci. E ao longo destes últimos 4 meses apercebi-me de que nada acontece em vão e que até uma pequena vírgula no todo da história pode fazer grande diferença. Tudo nos ajuda a perceber quem somos, assim como tudo nos ensina e nos alerta para novas experiências. Logo, até os erros são importantes na vida. Por isso agora sou um novo eu. E, por ser eu e ser assim, sei que tenho valor, pois todos o temos, todos somos bons em alguma coisa. Sou impulsiva, sim, sou. Sou insegura, sim, sou. Sou uma pessoa complicada, a vários níveis, sim, sou. Sou um bocado possessiva e obsessiva, sim, também sou. Também gosto muito de estar sozinha porque acredito que o tempo que podemos passar com nós próprios seja importante principalmente nas fases da vida mais complicadas. À parte disso, sou amiga dos meus amigos, dou quase tudo de mim para que eles estejam bem e tenho bastante orgulho nisso (mas acreditem que a mal sou do pior) e adoro estar com eles (com elas, principalmente). Sou criativa e adoro inventar coisas novas para fazer e pôr a imaginação a trabalhar. Sou demasiado cor-de-rosa, e acredito que as coisas estão sempre bem, mesmo quando faço asneira, sim, é verdade que também sou assim algumas vezes. Sou muito mais coisas; sou prática, sou arrogante q.b., sou mal disposta de manhã e por (muitas) vezes durante o dia. Não gosto de ouvir um não, e muitas vezes, não sei mesmo ouvi-lo acabando por ficar chateada com a pessoa em questão, obrigando-a a ceder. Sou tão trepidante com os meus sentimentos, que por vezes estou deprimida e não sei o motivo, acabando por parecer uma vítima aos olhos de quem me atura nesses estados, acabando por parecer uma conversa propositada para que me digam o contrário, para que me demonstrem que afinal sou um bocadinho mais perfeita do que penso. Às vezes, consigo ser tão infantil que faço com que a cabeça dos que me rodeiam fiquem feitas em água, e por muitas vezes, argumento até ter razão, mesmo quando não a tenho. Ao mesmo tempo, gosto de fazer a minha mãe sorrir, mesmo quando grito com ela. E sinto-me mal quando a magoo, mesmo quando não o dou a entender. Sou uma pessoa de quem (me) dizem ser fácil de gostar. Sou complexa a vários níveis, sim. Por vezes sou frágil comigo mesma, e deixo-me atingir pelo que não devo, e deixo-me levar por uma raiva momentânea que muitas vezes se estende durante dias e me deixa impulsiva, rancorosa, má, ainda mais impulsiva e má outra vez. Mas também sou capaz de enfrentar muitos e muitos obstáculos, desde que o queira fazer. E sei que sou! Assim como sei que sou capaz de amar sem precedentes e de me deixar a mim mesma ser amada, de volta. Também sei que às vezes posso exigir demasiado das pessoas à minha volta. De qualquer forma, também acho que sou uma pessoa querida, muitas vezes, também acho que sei ser calorosa e fazer os outros sorrir (ou chorar de rir) e também sei iluminar o dia de alguém. E mesmo que não pareça, ou não tenha parecido durante muito tempo, eu sei admitir os meus erros, as minhas falhas e os meus defeitos. Acho que nunca levei essa tarefa muito a sério, mas desta vez, estou a fazê-lo, e mesmo que não acreditem, estou mesmo porque arranjei mais e melhores prioridades na minha vida. É um texto intimista, bastante. Mas pelo menos estou a dar a conhecer aquilo que realmente sou agora. Trago agora a público uma grande parte do que sou, para poder dizer firme que sou eu. E para acrescentar que, quando admitimos o que somos é um grande passo para mudar e por sua vez, crescer. Por isso, agradeço aqui também, a todos os que me deram força para mudar a tempo de ser muito feliz, a tempo de saber aproveitar as coisas boas que tenho em vez de me fixar nas más. Sim! É esta a minha nova filosofia, e hoje posso ser isto, e claro, posso ter ainda mais defeitos, do que aqueles que descrevi. No entanto, amanhã sei que vou ter uns quantos menos; chama-se força de vontade. Chama-se agarrar-me ao que tenho de melhor e ao que não quero perder. Se tenho medo do que vem para a frente? Sim, tenho muito. E se eu puder ainda fazer algo para mudar, para me agarrar ao que tenho, para não perder nada, sabem o que vou fazer? O dobro disso, para que possa lutar ainda mais e melhor, agarrar-me ainda mais e melhor, não perder e ainda recuperar as coisas que já perdi. O que ganho com isso? Além de felicidade e de aprendizagem, ganho tudo o que a vida tem de bom para nos oferecer, ganho a vida em si. E eu quero viver. Quero aproveitar para dizer também, que este texto não veio com qualquer intenção de provar algo a alguém, nem com intenção de atirar areia para os olhos de ninguém, com um carácter propositado, não. Este texto surgiu cá de dentro. Surgiu de um passeio matinal, à uns dias atrás, surgiu de uma reflexão apurada, surgiu de uma conversa ao telefone, surgiu dos 4 últimos melhores meses da minha (pequena) vida. Apesar de o texto falar de alguns dos meus defeitos abertamente, - coisa que acredito mesmo nunca ter feito antes - sei que é uma coisa boa, porque é o meu grande impulso para provar a amigos e inimigos, a família, a melhores amigos e acima de tudo, a mim mesma, que sou capaz de fazer coisas grandiosas, e de ser genuinamente uma pessoa melhor. E este sim, vai ser o grande desafio da minha vida por agora. Hoje, foi o primeiro dia. Obrigada a todos os que me ajudaram a alcançar o (supostamente) impossível, obrigada a todos os que apesar de estarem fartos de me ouvir falar de derrotas, vão permanecer aqui para me ver vencer. Obrigada por acreditarem em mim pois garanto que sinceridade foi a tinta que usei para escrever isto. Obrigada do fundo do coração.
12-01-2011

1 comentário:

  1. todos temos defeitos, todos erramos, todos tentamos e falhamos. Todavia, és das pessoas mais bonitas, mais simples, mais genuínas que tive o prazer de conhecer. Não me esqueci que estiveste do meu lado, que estiveste sempre disponível para conversar. Tiveste sempre uma palavra ou um conselho para me dizer. Apesar da tua teimosia ou deste ou aquele defeito, gosto muito de ti. Aprendi muito contigo e espero manter esta amizade sempre. Quero ir andar contigo de vespa, quero sair à noite, quero ir às compras, quero entrar contigo na universidade, quero ir ao teu casamento e dizer-te o quão bonita estás, quero conhecer os teus bebes, quero conhecer a tua casa ... Quero poder, sempre, contar contigo. Continua a ser a pessoa que és, que tenho a certeza que serás bem sucedida, pois é isso que mereces.

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