Mas afinal, para que serve a História? De que nos vale o conhecimento dos nossos antepassados sejam eles antigos ou contemporâneos? Para que queremos saber o porquê e o como do principio de tudo? Apesar desta última questão se dedicar mais à ciência em si, acontece que a História é também uma ciência, mas baseada no registo temporal dos acontecimentos desde o inicio de tudo até aos dias de hoje. É esse o seu principal fundamento – registo de acontecimentos.
O estudo deste tipo de ciência tem o costume de ser desprezado por muita gente. As causas divergem. Uns dizem que de nada lhes serve, outros que não é importante e outros ainda que é uma questão de decorar e que com esse método nada se aprende. No entanto, por mais ínfimo que seja, existe um conjunto de pessoas não ignorantes que conhecem a importância e a necessidade de se aprender/conhecer a História. Eu, modéstia à parte, pertenço a essa pequena porção. E, apesar do meu conhecimento histórico não ser muito vasto e de ter começado à apenas quatro anos, já sei algumas coisitas e, garanto-vos, nada foi fruto do acto de “decorar” como dizem. O facto de se ter a capacidade de perceber e entender aquilo que nos contam, seja de forma escrita ou oral, ajuda-nos bastante em qualquer tipo de situação e não é necessário ter uma memória acima do normal para que isto aconteça. Para aprender História, essa capacidade é essencial.
Sempre acreditei que para nos conhecermos a nos próprios hoje, precisamos de saber aquilo que já fomos antes; precisamos de ter a noção dos erros que cometemos para não os repetir e não voltar a falhar de novo. E esta crença fundamental aplica-se tanto na História do Mundo, do país e do povo, como na história de cada um de nós.
Na História como disciplina isto pode aplicar-se na política, por exemplo. Já assistimos a muitos erros que podemos concertar no presente, conhecendo-os a eles, às suas causas e soluções. Mas isso, é assunto para outro dia.
Sem comentários:
Enviar um comentário